sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ai... esses ' jornalistas '

Me despindo de todo preconceito e sob à luz de minha sinceridade, eu estive pensando nessa tal profissão de jornalista - e olha que há um tempo meu irmão me disse que essa era a profissão que combina comigo, o que na minha opinião passa longe, mas enfim ...
O que realmente eles são?
Escrevem, narram, influenciam, opinam, fazem e acontecem... e o que me instiga é que somente eles falam e expressam sua opinião, e ainda como se esta fosse a mesma de toda um multidão. Até me assusta a forma como são incisivos e eloqüentes, e me preocupa bastante esta maquiagem de "porta-voz" do povo (porque - é pra frisar mesmo - é genuinamente falsa).
E a arrogância em contar os fatos tais como são ( tais como convém ser à eles, né ?) ? É o ponto de vista de cada um, isso sim.
Outro dia, um certo conhecido com vasta experiência nesse mundo jornalístico, disse algo com : "jornalistas são todos iguais e falam geralmente a mesma coisa...". Sem generalizações, claro, mas concordo com o fato de que eles são bastante redundantes e mesmo repetitivos sim, além de clichês (olha esta palavrinha) e até previsíveis.
Ah, tem outro detalhe meio ridículo que aquela citação de Raul define bem. Bom, eles estão sempre preocupados em ter sobre o que criticar e relutam em sustentar com muito orgulho a bandeira de que têm aquela "velha opinião formada sobre tudo..." rsrs...
Ai, esses tais "jornalistas"...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Inspiração

Às vezes ,


usamos tantas palavras , tantos versos, e as máscaras - feito véus de virgens em noite de núpcias - caem...


Jogam-se rosto à fora junto com todo o resto de palavras jamais experimentadas, nunca antes vividas,


são só versos,


que saem, que enfeitam e basta


para os tolos, os ingênuos, ouví-las...


Mas a minha palavra antes de ser dita, ou mesmo meus versos, antes de eu pensá-los eu tento tê-los vivido antes.

Acho mais justo assim.

São as " palavras de pórtico " do meu livro de Fernando Pessoa.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso."
Quero para mim o espírito [d]esta frase, tranformada a forma para casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida ; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade: ainda que para isso tenha de perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribiur para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.



Fernando Pessoa

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ser Clichê ?


Comum, vulgar, cultural, popular, idéias repetidas, idéias revividas, idéias comuns, redundante, lugar comum ...

É bom, é ruim, ás vezes eu quero, algumas vezes fujo desesperadamente.

Mas no fundo eu sou uma grande cascata de situações clichês.

Momento clichês: afinal para quê servem?

Para nos fazer sentir mais próximos das outras pessoas, quem sabe...

Às vezes é tão chato ser clichê...

E eu busco sempre ser fora do usual, só quando canso eu me vejo autenticamente comum, como um passo depois de outro passo, comum como olhar para os outros e tantas vezes nem enxergar,

clichê como seguir a diante.