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sábado, 14 de julho de 2012

Pra saudade

Saudade, só quem ama sabe o que essa palavra significa.
É duro, é amargo, é doloroso.
Querer por perto alguém que não está. E pra piorar, alguém que se sabe: não virá.
Muitas vezes tento esconder em algum lugar lá no fundo, essa saudade.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ansiando

Significado no dicionário: desejando ardentemente

Palavra latente em minha cabeça nesse último semestre da graduação.
Outubro, finalmente chegou.
Mas a ansiedade ainda domina a mente na dura espera pela chegada do fim do curso, do fim do ano, do fim de uma era.
Tão difícil e tão necessário viver um dia de cada vez. Imagine então, ter que viver um mês de cada vez.
São tantos planos, tantos resultados e tantas promessas por vir a se realizar.
Como acalmar ?
Não sei.
Mas quando o meu tempo chegar, no bom sentido, estarei mais leve.
Pra, de novo, renovar minha ânsia pela vida e pelos acontecimentos futuros.
Será que esse futuro que eu tanto espero vai mesmo conseguir me mudar ?
A experiência dirá.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fim do dia

Certo dia, eu estava tão cansada de um dia de trabalho e faculdade, que chegando no prédio que eu moro aconteceu uma coisa um tanto estranha.
Foi logo no primeiro ano da faculdade, a aula começava as 17h20 e terminava ás 23h, e eu acordava
às 5h00 pra trabalhar, passava em casa na volta do trabalho, juntava o material da facul e ia assistir as benditas aulas logo em seguida.
Era muito cansativo esse ritmo e me consumia até os últimos neurônios!
Ainda tinha o resto da minha vida que corria por fora dessa dupla arrasadora trabalho-faculdade.
Pois então, agora que estamos ambientalizados nesse egípcio conflitante momento da minha vida, seguiremos ao fato que ocorreu no fim de um típico dia dessa época "nobre" da minha história.
Cheguei, como todos os outros dias, no hall de entrada do prédio cumprimentei o porteiro com um "boa-noite!" sonolento e entrei no elevador no modo automático, já apertando o botão com o número do meu andar. Sem perceber, fiz a bobagem!
Apertei o botão do andar que ficava logo abaixo do meu. E, claro, não percebi a merda bobagem que tinha feito.
Desci no andar errado.
E como fazia sempre ao sair do elevador, virei a direita e fui em direção a segunda porta do corredor.
Mas, muito estranho, as chaves não entravam e começei a forçar um pouco. "Que droga, viu... poxa... eu quero um banho, comer e dormirrr", eu pensei. Toquei a campainha 3 vezes seguidas e começei a chamar pelo meu marido, num tom de voz irritada.
Foi quando uma voz rouca de um homem velho falou lá de dentro: "quem é ?"
Aí eu despertei a consciência e entendi o que tinha feito.
Rapidamente saí pelo corredor, subi as escadas correndo silenciosamente e desesperadamente.
Quando cheguei em casa, no meu andar e no apartamento correto, conferi o design da porta e da fechadura, coloquei a chave macio e a porta abriu.
Ufa! Entrei e tranquei a porta, o coração se acalmando.
Graças a Deus, fim do dia!

domingo, 31 de outubro de 2010

Bio

Eu sou tantas.
Uma pisciana fora d'água.
Ás vezes uma vitória-régia.
Uma pessoa que quer urgentemente ir embora!
Alguém que sente muuuitas saudades.
E que também tem uma sorte danada.
Alguém pela metade, que perdeu o ar que respirava, amputaram meus pés.
Tenho sede de ar puro e do mar.
Tenho um irmão lindo.
Tenho saudades das minhas grandes amigas.
Sou muitas aqui dentro e mais do que muitos acham que sabem.
Tenho o melhor marido do mundo.
Canso de pessoas vazias e não quero me tornar uma delas.
Não escrevo mais, nem sonho acordada, nem ligo mais pro vento.
Continuo meio dramática.
Sinto mais saudades.
E preciso ter mais fé e força!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Impulsiva

(Saudosismo)
" Sou o que se chama de pessoa impulsiva.
Como descrever ?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu,
em vez de refletir sobre o que me veio,
ajo quase que imediatamente.

O resultado tem sido meio a meio:
às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham,
às vezes erro completamente,
o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos.
E até que ponto posso controlá-los.
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente ?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta ?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais:
eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto.
E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.
Não sou madura bastante ainda.
Ou nunca serei. "

Clarisse Lispector

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Erros

Sou uma pessoa humana, grande parte do meu tempo.
Sendo assim, componho erros e tenho muitos outros defeitos, além de ser humana e distraída.
O que não tolero, e este pode ser também um outro defeito meu, é o desafeto que podem ter pelo erro cometido, abandonar o erro ao esquecimento.
Sabe aquelas pessoas que simplesmente não se importam com o erro e não tentam evitá-lo ou corrigi-lo. Isso até me irrita.
Poxa, é uma questão de caráter mesmo e bom senso. Ainda mais quando se prejudica também uma outra pessoa. Pode até ser pior por isso.
Quando há outra pessoa envolvida é maldade se despreocupar.
Eu sou a favor do respeito entre pessoas. Entre as atitudes de cada um. Mas tem que existir algum bom sentimento flutuando por ali quando não se está sozinho. Tomara que a maturidade dos anos que virão me acrescente um pouco mais de tolerância, ou mais calma com esse tipo de coisa.

agosto/2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Meu romantismo ruim

Tenho ouvido muito e prestado atenção nessas músicas antigas. Antigas de uns 30 ou 40 anos atrás.
Acho que é uma nostalgia do neo-romantismo dessa época.
Eu sou um belo exemplo de pessoa que vive na década errada. Eu não sou dessa época que vivo, esses anos 2000.
Tanto que desenvolvi esse romantismo estranho, uma mistura estranha de sensibilidade moderna com uma impaciência provinciana para o amor.
Eu sou uma difusão de demonstrações de sentimentos controversos. Com um jeito retrô e pós moderno de mostrar que ama. Mas ainda assim ser romântica.
Esses dias eu ando com uma pitada de emoção à mais. Tá bom, eu já tenho essa dose extra de emoção na minha personalidade, mas o que quero dizer é que eu estou com mais "detalhes" no amor.
Ai ai ai. :D
Feliz daquele que consegue se equilibrar nessa corda bamba das emoções.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Queda de braço

Às vezes a realidade me convida à uma queda de braço, comigo mesma. Eu olho para certas coisas e o sentimento de indignação pega carona nos meus neutransmissores e a resposta que eu mais desejava não pode se materializar naquele momento. É um sentimento de poder mínimo diante de fatos importantes e que deviam ser mudados, uma impotência. Eu sinto vontade de mudar algumas coisas, não só minhas mas de outros também, e simplesmente não posso. Sei que umas requerem paciência, outras poder mesmo. Mas explique isso à uma mente inquieta quando depara com um sentimento antagônico à ela. A minha lucidez sinaliza que não é o momento oportuno para minha intervenção, seja lá por quais motivos. E quando a poeira abaixa eu tento esperar o tempo certo. Ainda assim, impaciente pra que chegue logo (que hora feliz será essa.) E que infeliz verdade que, entre outras injustiças, o pedreiro que ergue luxuosas casas não tem um teto digno e seu, para enfim descansar do trabalho suado da semana inteira. Vontade de mudar as coisas e sentir como sou pequena diante dos fatos. Queria terminar com uma frase positiva, com uma conclusão otimista. Mas, até aqui me sinto impotente. Só me resta ter paciência e esperar. Talvez o futuro me permita mais potencial de mudança.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pensando bem

Eu não tenho teorias sobre a vida, pra mim viver é este belo gerúndio: "estar vivendo".
E tudo mais é consequência. Claro que faço planos, traço metas e tenho um bilhão de sonhos.
Mas eu não paro para criar fórmulas para viver. Há lições que a gente aprende, erros nossos que não repetimos e até erros dos outros que eu não quero repetir.
Há verdades em que eu acredito e princípios que eu também revisito.
Eu penso na vida de uma forma clara e objetiva, e vou vivendo.
Procurando o meu melhor e os detalhes que me fazem bem, detalhes que me deixam sentir bons fluidos. Mais leve.
Isso que digo não são teorias, são minhas divagações.
Não tem nada de complicado em viver e eu só quero o mais simples.
Gosto do que é belo, sincero e simples.
Existem escolhas em nossas vidas. Há caminhos...
Mas eu estou só de passagem. Só passando. E vivendo.
Viverei dias melhores, sim.
Mas os meus dias de hoje já são maravilhosos, só por eu estar aqui os vivendo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tendo a lua

Tendo a lua
aquela gravidade
aonde o homem flutua
merecia visita,
não de militares,
mas de bailarinos,
e de você e eu.



Herbert Viana



Amo essa música faz uns 6 anos, sempre gostei.
Principalmente esse trecho tão meigo.
Repetia várias e várias vezes...
Hoje perdi um pouco desse hábito de ouvir música e sonhar à toa.
Há tantas outras coisas na realidade agora. Contas, provas, almoço, compromissos, livros e tantas outras responsabilidades...
Ufa!
Mas ainda adoro essa música! =D



..

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Medo

Do dicionário: medo (do Lat. metu) s. m., terror; receio; susto.

Pra mim medo é uma forma de preparação.
Do corpo adiantar-se para o que poderá acontecer. E a mente também.
Se sentir aflito, assustado, sem saber o que virá.
Sensação de fragilidade às vezes nos mostra o quanto temos força e o quanto
estamos naturalmente prontos para viver.
Sentir adrenalina intensificar-se pela corrente sanguínea, o coração acelerar.
Ah, o medo pode ser um aliado, pode ser também um jeito de se descobrir.
O temor está subentendido no verbo viver.
Ter medo de alguma coisa é humano, íntimo e inegável.
Eu quero mais é superá-lo!

sábado, 22 de novembro de 2008

Dois risos

Eu queria escrever alguma coisa que pudesse deixar claro o que é o amor que sinto.
Mas cá estou e não encontro palavras.
Acho que sentir vai além do que a gente pode querer que alguém entenda.
Nosso amor é algo livre de adjetivos.
Não é fácil contar aquilo que você percebe somente com o olhar ou um sorriso.
Vai além.
É um cuidado.
Uma presença.
Um pulsar.
Um toque.
Uma sintonia.
Uma vontade de ficar perto.
Um pensamento.
Um querer.
Uma força.
É tudo em todos os momentos e lugares.
É uma poesia edificada sobre o que a gente sente.
Tudo de mais subjetivo que eu possa citar, não sei se define algo próximo
do que é o bem querer que a gente tem.

terça-feira, 18 de março de 2008

Catarse (ou privacidade)

Um lugar pequeno pode roubar preciosos desejos.
Pessoas podem te comprometer com sua presença mesmo com sua imparcialidade.
Espaço, todos precisamos, mas poucos cedem.
Espaço para pensar, pra ouvir o silêncio, pra sentir a música, pra falar, pra sentar, pra passar e para agir naturalmente.
Existem pessoas que lhe furtam isso.
Coisa importante pra mim é espaço, e de preferência,
me conceda o meu espaço.