terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.



Carlos Drummond de Andrade

sábado, 6 de dezembro de 2008

Um brinde ao carro novo !!






( clique para ampliar )




Créditos da foto : eu mesma (:D)

Outra

Entre um copo e outro
Da mesma bebida
Entre tantos corpos
Com a mesma ferida...
Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
que não passa por aqui.







(Humberto Gessinger)

My boo !!








You make me smile, please take for a while now... Just take your time wherever you go !

Olha o passarinho !!




( clique para ampliar )





Créditos da foto : eu

sábado, 22 de novembro de 2008

Ansiedade

...

Dois risos

Eu queria escrever alguma coisa que pudesse deixar claro o que é o amor que sinto.
Mas cá estou e não encontro palavras.
Acho que sentir vai além do que a gente pode querer que alguém entenda.
Nosso amor é algo livre de adjetivos.
Não é fácil contar aquilo que você percebe somente com o olhar ou um sorriso.
Vai além.
É um cuidado.
Uma presença.
Um pulsar.
Um toque.
Uma sintonia.
Uma vontade de ficar perto.
Um pensamento.
Um querer.
Uma força.
É tudo em todos os momentos e lugares.
É uma poesia edificada sobre o que a gente sente.
Tudo de mais subjetivo que eu possa citar, não sei se define algo próximo
do que é o bem querer que a gente tem.

A revolta dos Dândis II

Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo pra sonhar.


A revolta dos Dândis II
(Engenheiros do Hawaii)

A revolta dos Dândis I

Entre um rosto e o retrato
No real e o abstrato
Entre a loucura
E a lucidez
Entre o uniforme
E a nudez...

Entre o fim do mundo
E o fim do mês
Entre a verdade
E o rock inglês
Entre os outros e vocês...

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão...

Entre mortos e feridos
Entre gritos e gemidos
A mentira e a verdade
A solidão e a cidade...

Entre um copo e outro
Da mesma bebida
Entre tantos corpos
Com a mesma ferida...

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão...

Entre americanos e soviéticos
Gregos e troianos
Entra ano e sai ano
Sempre os mesmos planos!

Entre a minha boca e a tua
Tanto tempo
Há tantos planos
Mas eu nunca sei!
Pra onde vamos!

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão...


A Revolta Dos Dândis I
(Engenheiros do Hawaii)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Algo mais ?

" Senão, é como amar uma mulher só linda
E daí ? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza... "


Vinícius de Moares

Se eu fosse um garoto

Adoro as músicas da Bey! Dançantes, animadas... alto- astral!
Certo, tenho que admitir que muitas das letras de suas músicas são descartáveis ao entendimento. Porém, avaliando a questão da letra, essa música dela é bem legal.


If I Were A Boy
Beyoncé

If I were a boy
Even just for a day
I'd roll outta bed in the morning
And throw on what i wanted then go
Drink beer with the guys
And chase after girls
I'd kick it with who I wanted
And I'd never get confronted for it
Cause they'd stick up for me

If I were a boy
I think i could understand
How it feels to love a girl
I swear i'd be a better man
I'd listen to her
Cause I Know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he's taken you for granted
And everything you had got destroyed

If were a boy
I would turn off my phone
Tell everyone its broken
So they'd think that i was sleepin alone
I'd put myself first
And make the rules as I go
Cause I know that she'd be faithful
Waitin' for me to come home
To come home

If I were a boy
I think i could understand
How it feels to love a girl
I swear i'd be a better man
I'd listen to her
Cause I Know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he's taken you for granted
And everything you had got destroyed

It's a little too late for you to come back
Say its just a mistake
Think i'd forgive you like that
If you thought i would wait for you
You thought wrong

But you're just a boy
You don't understand
Yeah you don't understand
How it feels to love a girl someday
You wish you were a better man
You don't listen to her
You don't care how it hurts
Until you lose the one you wanted
Cause you've taken her for granted
And everything you have got destroyed
But you're just a boy...


Tradução :

Seu eu fosse um garoto
Nem que fosse for um dia
Eu levantaria da cama de manhã
E sairia pra onde eu quisesse ir
Beberia cerveja com os caras
E depois paqueraria garotas
Eu daria um fora em quem eu quisesse
E eu nunca teria que entrar em confronto por isso
Porque elas se sobressairiam por mim

Seu eu fosse um garoto
Eu acho que entenderia
Como se sentir por amar uma garota
Eu juro que seria um homem melhor
Eu a escutaria
Porque eu sei como magoa
Quando você perde alguém que queria
Porque ele é tomado de você
E tudo que vocês tinham foi destruído

Seu fosse um garoto
Desligaria meu telefone
Diria a todos que ele está quebrado
Então eles pensariam que eu estaria dormindo sozinho
Eu me colocaria primeiro
E faria as regras que vou seguir
Porque sei que ela estaria confiante
Esperando que eu volte pra casa
Que eu volte pra casa

É um pouco tarde pra voltar
Dizer que é só um engano
Pensar que eu perdoaria você assim
Se você pensou que eu esperaria por você
Você pensou errado

Mas você é só um garoto
Você não entende
Como é amar uma garota
Você deseja ser um homem melhor
Você não a escuta
Você não se importa como dói
Até perder a única que queria
Porque você acha que ela está garantida
E tudo que vocês tinham foi destruído
Mas você é só um garoto...

sábado, 15 de novembro de 2008

"Tabacaria"

...
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Álvaro de Campos, 15.1.1928




À vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais...

Antes de sermos interior somos exterior

Seja o que for que esteja no centro do Mundo,
Deu-me o mundo exterior por exemplo de Realidade,
E quando digo «isto é real», mesmo de um sentimento,
Vejo-o sem querer em um espaço qualquer exterior,
Vejo-o com uma visão qualquer fora e alheio a mim.

Ser real quer dizer não estar dentro de mim.
Da minha pessoa de dentro não tenho noção de realidade.
Sei que o Mundo existe, mas não sei se existo.
Estou mais certo da existência da minha casa branca
Do que da existência interior do dono da casa branca.
Creio mais no meu corpo do que na minha alma,
Porque o meu Corpo apresenta-se no meio da realidade.
Podendo ser visto por outros,
Podendo tocar em outros,
Podendo sentar-se e estar de pé,
Mas a minha alma só pode ser definida por termos de fora.
Exista para mim - nos momentos em que julgo que efectivamente existe -
Por um empréstimo da realidade exterior do Mundo.

Se a alma é mais real
Que o mundo exterior, como tu, filósofo, dizes,
Para que é que o mundo exterior me foi dado como tipo da realidade?
Se é mais certo eu sentir
Do que existir a coisa que sinto-
Para que sinto
E para que surge essa coisa independentemente de mim
Sem precisar de mim para existir,
E eu sempre ligado a mim-próprio, sempre pessoal e intransmissível?
Para que me movo com os outros
Em um mundo em que nos entendemos e onde coincidimos
Se por acaso esse mundo é o erro e eu é que estou certo?
Se o Mundo é um erro, é um erro de toda a gente.
E cada um de nós é o erro de cada um de nós apenas.
Coisa por coisa, o Mundo é mais certo.

Mas porque me interrogo, senão porque estou doente?

Nos dias certos, nos dias exteriores da minha vida,
Nos meus dias de perfeita lucidez natural,
Sinto sem sentir que sinto,
Vejo sem saber que vejo,
E nunca o Universo é tão real como então,
Nunca o Universo está (não é perto ou longe de mim,
Mas) tão sublimemente não-meu.

Quando digo «é evidente», quero acaso dizer «só eu é que o vejo»?
Quando digo «é verdade», quero acaso dizer «é minha opinião»?
Quando digo «ali está», quero acaso dizer «não está ali»?
E se isto é assim na vida, porque será diferente na filosofia?
Vivemos antes de filosofar, existimos antes de o sabermos,
E o primeiro facto merece ao menos a precedência e o culto.
Sim, antes de sermos interior somos exterior.
Por isso somos exterior essencialmente.

Dizes, filósofo doente, filósofo enfim, que isto é materialismo.
Mas isto como pode ser materialismo, se materialismo é uma filosofia,
Se uma filosofia seria, pelo menos sendo minha, uma filosofia minha,
Se isto nem sequer é meu, nem sequer sou eu?


Alberto Caeiro - (24.10.1917)

ouvindo "Better Man" - Pearl Jam

Às vezes,
usamos tantas palavras, tantos versos,
e máscaras, feito véus de virgens
em noite de núpcias, caem...
Jogam-se rosto a fora
junto com todo o resto de palavras
jamais universalizadas,
nunca antes vividas.
São só versos
que saem, que enfeitam, e basta
para os tolos (os ingênuos), ouví-los.
Mas a minha palavra antes de ser dita,
antes de eu pensá-las,
eu sinto.
Eu vivo... intensamente, e muitas vezes
eu nem falo, só sinto ou escrevo só pra mim,
ou para outro, com o simples desejo
de fazê-lo sentir também,
com coragem,
com verdade.
Eu admiro muito as crianças,
por assumirem seu sentimento de dor, alegria,
insatisfação, com coragem e de verdade.
Sinceramente.




(15.06.2006)

Escrito à lápis




Há em minha alma uma
idéia parecida com a do meu poeta.
Esse sentimento de "eus"
e vários, e tantos, e nunca sermos...
no fim talvez
eu nem seja.

Eu anseio que não me
encontre, que talvez eu sonhe
muito e nem exista de verdade.



Encontrei escrito à lápis num livro meu de Pessoa. Pensamento datado de 16.04.2006, 23:14

Desassossego

Achei escrito à lápis por mim no meu livro do desassossego. Datado de 24.04.2006.

Desassossego...
Onde quer ir?
O que quer dizer?
Há um desassossego em minha mente
Nestes últimos dias e meses,
meus pensamentos íntimos se confundem entre si...
Em suma, me sinto perdida
E olho este livro,
tão arrumado de idéias, pensamentos,
contradições e esclarecimentos
Tão organizado!
Onde está o desassossego?
Esse sim tenho-o por estes tempos,
como nunca dantes

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Amiúde


¨¨
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
¨¨
Vinicius de Moraes
¨¨



** 1 Ano de Blog (Novembro) !! rsrs Ele está sobrevivendo, que venham mais outros anos!

Ora (direis) ouvir estrelas!

*


Olavo bilac


"Ora (direis) ouvir estrelas!

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."



*

Somos tão jovens







Temos nosso próprio tempo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Necrológio dos Desiludidos do Amor - CDA

Os desiludidos do amor

Estão desfechando tiros no peito.

Do meu quarto ouço a fuzilaria.

As amadas torcem-se de gozo.

Oh quanta matéria para os jornais.
Desiludidos mas fotografados,

Escreveram cartas explicativas,

Tomaram todas as providências

Para o remorso das amadas.

Pum pum pum adeus, enjoada.

Eu vou, tu ficas, mas nos veremos

Seja no claro céu ou no turvo inferno.
Os médicos estão fazendo a autópsia

Dos desiludidos que se mataram.

Que grandes corações eles possuíam.

Vísceras imensas, tripas sentimentais

E um estômago cheio de poesia...
Agora vamos para o cemitério

Levar os corpos dos desiludidos

Encaixotados competentemente (paixões de primeira e de segunda classe).
Os desiludidos seguem iludidos,

Sem coração, sem tripas, sem amor.

Única fortuna, os seus dentes de ouro

Não servirão de lastro financeiro

E cobertos de terra perderão o brilho

Enquanto as amadas dançarão um samba

Bravo, violento, sobre a tumba deles.

Pessoas (teoria do caos)

Ah, as pessoas!
Somos seres diferentes dos animais porque pensamos sobre o que fazemos e sabemos porquê o fazemos, ou quase sempre. Mas somos muito mais que seres pensantes, somos complexos e intrigantes, motivamos outras pessoas a pensarem também, estimulamos dúvidas e criamos conceitos e idéias absolutas ou não.
Os seres humanos são fascinantes. A capacidade de entendimento e criar questionamentos, o jeito como afetamos outra pessoa com o que podemos fazer é algo surpreendente. Sem querer, ou às vezes sem saber mesmo, afetamos uma outra vida, que está próxima ou não de nós. A gente pensa de uma forma e outros pensam de várias outras formas, tudo diferente. Como pode o mundo girar assim?
Aqui se age com o instinto, ali agimos com sentimento, lá com raciocínio. Meu Deus, se pararmos pra PENSAR, o mundo é um emaranhado de pensamentos e pessoas estranhas umas às outras.
Ainda bem que eu sou normal...

Pensamento do dia:

Há momentos em que tudo vai bem..
Não se assuste eles duram pouco!

Jules Renard

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ótimo filme !



O mestre das armas.





Quando vi o nome do filme confesso que não fiquei muito animada, até começar a assistir eu estava meio relutante em ficar na frente da televisão...


Eu pensei que fosse mais um filme de lutas orientais, com muitos flashs de golpes, sangue e espadas, essas coisas que as lutas têm.


Mas me enganei.


O filme conta uma história real da luta Chinesa, no início do século passado, contra a invasão cultural estrangeira em seu país.

Bom, apesar de algumas coisas bem excêntricas que li sobre o país e outras coisas bem absurdas, acho bem interessante esse outro lado oriental, a essência das suas tradições, a naturalidade de como viviam e pensavam.

Por meio de um mestre de artes marciais a história é mudada e a China reage à essa invasão.

Achei muito legal a luta pela conservação das suas tradições e principalmente da cultura chinesa.

É um outro mundo mesmo.




Adorei!

Pensamento do dia !

Os homens preferem aparência a cérebro!

Porque a maioria deles enxerga melhor do que raciocina.



(Germaine Greer)

sábado, 26 de julho de 2008

Por José Ramiro

Meu amor é simplório e vivo
Como ar que respiro
É meu unifólio do universo
O horizonte que deito e me debruço

Meu amor é doce
É infantil no sorriso
É maduro pela natureza
É chuva nativa
Meu amor é tudo

É alguma coisa
Não é resposta
Nem é politica
Amor, ah meu amor...

Tua definição não sei dizer
Mas é tudo quando o sentido faz compreender
E a razão nada tem a ver pelo quanto eu te amo...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Esboço


Morar longe de casa...

"Sinto falta de tudo!"
Essa é a expressão mais sincera e luzente.
Sinto falta do almoço pronto quando chegava em casa,
das roupas passadinhas no fim do dia,
do aconchego de minha mãe quando precisava,
dos comentários esportivos do meu irmão,
dos pensamentos altos do meu pai,
dos almoços reunidos em família,
da água de coco que painho sempre trazia pra mim,
dos sucos naturais variados,
de avisar pra onde vou à noite e 'não voltar muito tarde',
de receber recados dos amigos que não me encontraram,
do carinho de todos os dias,
da presença,
das irritações,
da concentração unânime pra assistir jogo de futebol na sala de casa...

Faz muita falta tudo...
Eu pensei que seria realizar um sonho, mas nunca foi tão simples, mesmo sendo uma opção livre e muito válida. Viajar, estudar e sair de casa.

Tudo vale a pena ...

domingo, 1 de junho de 2008

Nada em sentir
Deixa fluir
Os sonhos sempre aparecem
Não precisa sorrir
Vai vir de dentro quando for a hora
Os olhos circundam em torno da paisagem
Pra quê procurar ?
Há um momento
Existe uma música
Há sons
por toda parte, há sinais.
Mas pra quê procurar ?

Giz
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
Pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Está tudo bem, tudo bem, tudo bem...

Maio em palavras soltas

planos
Saudades
sonho
evitar
Integrar
Ouvir
Paciência
Sozinha
Viajar
Feliz Feliz
supresa!
Feliz
reencontro
carinho
Amor
Mar
ar quente
voar
voltar
sala de aula
atenção
saudades
frio
poluição
música
provas
disídio
dia 31

Começa Junho

segunda-feira, 19 de maio de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Coisas pequenas e belas, que poucos observam na fugacidade do dia.



III

De quem é o olhar
Que espreita por meus olhos ?
Quando penso que vejo,
Quem continua vendo
Enquanto estou pensando ?
Por que caminhos seguem,
Não os meus tristes passos,
Mas a realidade
De eu ter passos comigo ?

Às vezes, na penumbra
Do meu quarto, quando eu
Por mim próprio mesmo
Em alma mal existo,
Toma um outro sentido
Em mim o Universo -
É uma nódoa esbatida
De eu ser consciente sobre
Minha idéia das coisas.

Se acenderem as velas
E não houver apenas
A vaga luz de fora -
Não sei que candeeiro
Aceso onde na rua -
Terei foscos desejos
De nunca haver mais nada
No Universo e na Vida
De que o obscuro momento
Que é minha vida agora:

Um momento afluente
Dum rio sempre a ir
Esquecer-se de ser,
Espaço misterioso
Entre espaços desertos
Cujo sentido é nulo
E sem ser nada a nada.
E assim a hora passa
Metafisicamente.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Humanidade

Chover - Cordel do Fogo Encantado

"O sabiá no sertão
Quando canta me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Porque tem a obrigação
De só cantar quando chove. "

domingo, 13 de abril de 2008

"Juno", o Filme

Bom, não gostei do filme.
rssr

Achei tudo muito frio e desumano. Não sei se é o modo como os americanos lidam com tudo isso, gravidez, nascimento de uma vida, caráter e sociedade ... Nem sei se estou sendo muito conservadora. Mas o enredo e o desfecho me deixou meio decepcionada.
Há que se fazer exceções à belíssima atuação da atriz principal e de todo o elenco, além da trilha sonora que marca muito o filme, são ótimos.

Enfim, algumas cenas são bem legais quando observadas fora do contexto. É o caso daquela no final em que o jovem casal toca violão e canta a música "Anyone Else But You" .
(O vídeo http://br.youtube.com/watch?v=nBDbUVXXp-U )

Mas pra quem ainda não assistiu, não desanime, é curtir as partes cômicas e as músicas.
E claro, toda a atuação do bom time de atores. Cada opinião é única.


- see you!!

Sempre : Mário Quintana

Ah! Os Relógios

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vida
sem seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

domingo, 30 de março de 2008

Algumas faces...

( Com a licença de tio Carlos )


Quando nasci,
um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Juliana! ser gauche na vida.

êta, vida... hein ?

quinta-feira, 20 de março de 2008

Me faz tão bem

Essa música é muito linda, a letra simples e singela dissolve-se aos ouvidos.
Não sei se é porque lembra uma fase boa da minha vida... o pessoal lá na porta de casa, no passeio, na varanda, "armados" com violão e muitas vozes cantando nossa juventude... bons tempos! (rs, até parece que tenho 80 anos ツ )
Inclusive no youtube tem a versão dela por uma banda de jovens garotos chamada "Stigma", que é bem interessante.
O vídeo da música segue logo aqui abaixo:



" Quando eu me perco é quando eu te encontro
Quando eu me solto seus olhos me vêem
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço
Quando eu te tenho eu me sinto tão bem
Você me fez sentir de novo o que eu
Já não me importava mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem... "


(Você Me Faz Tão Bem - Detonautas)


terça-feira, 18 de março de 2008

Coisas que a gente aprende

Aprende- se muita coisa no curso corrente e controverso de nossas vidas.
Coisas boas, ruins, práticas e até óbvias ...
Muito se aprende, é a vida e é mesmo pra ser vivida.
Quando penso sobre isso, lembro muito do que minha sábia mãe falava quando eu era criança e teimooosa...
- Juliana, não anda descalça ! - Come feijão, menina! - Juli, você está bebendo água ?
Mainha é realmente incrível ... ツ
Outras coisas além de ouvindo, você entende vendo, lendo, fazendo e sofrendo o que os outros fazem.
Aprende-se por exemplo que as pessoas que estão com você, do seu lado agora, podem em outros momentos próximos estar à quilômetros de distância e isso te influenciar muito intimamente. Você pode ficar sozinho...
Convivendo você aprende o valor da comunicação, embora ás vezes, não consiga pôr isso em prática... E isso pode machucar alguém, que pode ser você mesmo.
Além das diversas lições que você compreende se relacionando com pessoas diferentes de ti.
E não é sobre relacionamento romântico que escrevo, mas sim, relacionamento interpessoal (com outras pessoas mesmo), que realmente conhece ou não...
Nossa estória é essa...
Esse é o fundamento do sentido da vida.
E mesmo que o faça inconscientemente,
estamos - todos - sempre aprendendo.

Catarse (ou privacidade)

Um lugar pequeno pode roubar preciosos desejos.
Pessoas podem te comprometer com sua presença mesmo com sua imparcialidade.
Espaço, todos precisamos, mas poucos cedem.
Espaço para pensar, pra ouvir o silêncio, pra sentir a música, pra falar, pra sentar, pra passar e para agir naturalmente.
Existem pessoas que lhe furtam isso.
Coisa importante pra mim é espaço, e de preferência,
me conceda o meu espaço.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Reticências

A música
O barulho do mar...
A lua alva, altiva
e cintilante
A imaginação que ultrapassa os limites
do céu.
O sonhar que vai além do horizonte
Os pés firmes no chão
O juízo permanente e tantas vezes
Inconsciente.
O pensamento em mim,
na estrelas, a cabeça muito longe do corpo e
próxima da felicidade.
Planos para o presente,
futuro,
caiu no esquecimento junto com o passado...
Deitada no chão, compondo reticências
Talvez esperando um amor...
Conversas paralelas
convergem em sorrisos,
solidão desacompanhada
parte em busca da luz...
O vento que refresca
o corpo e a alma,
E as bocas que se procuram e
se encontram
Perdidas num banho de chuva...


*Foi escrito a lápis na minha adolescência

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Tupi or not tupi - This is the question

As coisas são
As coisas vêm
As coisas vão
As coisas
Vão e vêm
Não em vão
As horas
Vão e vêm
Não em vão.

Relógio, por Oswald de Andrade

Para Expor





Atenção, vamos à mostra,

vindo diretamente do íntimo, interno e turvo.

O que a gente nem ao menos profere, pensamos de vez em quando,

no mais secreto silêncio...

Aquilo sobre a mudez pálida

Entre o absurdo e inconstante

Num local sem descrições maiores

para no sigilo se expôr à vontade.

E que só os mais intensos raios de luz ousam tocar, mas audaciosos em

Sua luminosidade tácita, pasma
E transitória...

Talvez de lá do querer profundo venham

à exibir-se,

Em alguma dessas noites
iluminadas pelo luar do romantismo (em evasão).
Talvez agora fujam à brisa marinha,
estes tímidos e secretos sentimentos...



26/07/2.004

Múltipla

Contra-partida
Contra-mão
Em toda via contrária
a minha
mente contraditória,
descontrolada,
em um múltiplo
pensamento
inconsciente,
inóspito e nu.
Com tradução
a minha mente
é comum a sua,
a minha, a nossa, delas,
sem dono e
arrogância
de ser domada.
Múltiplo, operante,
decadente,
congruente em ser
um monte.
Sou muitas
contra o desejo latente de ser uma
só.

25/03/2.005, também foi escrito a lápis uns bons anos atrás.

QUANDO O Amor ao

... dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos,
saibamos fazer pausa para olhar os lírios do campo
e as aves do céu!

Érico Veríssimo °º

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Lisbon Revisited

Álvaro de Campos
Lisbon Revisited
(l923)

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Comunidade relacionada no orkut :
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15470070&refresh=1

O Anjo Mais Velho


Assisti uma vez o show. Estava cheio o lugar... tinha muita gente e eu fiquei encantada com todas as cores, porque parecia que até o que eles cantavam e recitavam era colorido... Eles representavam, estavam todos pintados como num teatro de poesia e música ao ar livre. Lá bem fundo, atrás de toda multidão que fazia coro com o vocalista, ficavam algumas artistas de circo que se equilibravam em grandes pedaços de tecido. Adorei, fiquei prendida no encanto do público e do espetáculo também, além das músicas que são toques ternos de poesia e teatro... mágico mesmo.
Tocaram além de outras essa música:

"O dia mente a cor da noite

E o diamante a cor dos olhos

Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado

Aqui do outro eu consigo me orientar

A cena repete a cena se inverte

Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história

Tua verdade fazendo escola

E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim

Agora é assim

De um lado a poesia, o verbo, a saudade

Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim

E o fim é belo incerto... depende de como você vê

O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar

Vou me lembrar de você

Só enquanto eu respirar



Composição: Fernando Anitelli

do TEATRO Mágico

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Autobiografia Sem Factos - 10, pág 53, do Livro do Desassossego



E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouví-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que não me recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Saudações à menina de 4 anos atrás : )








Corpo sereno, pausado, braços abertos


Calma que paira, luz intensa


Olhos fechados, cerrados, certos


Brisa fresca, freqüente, progressiva




Em meio ao verde, rosas multicoloridas


Dia claro, noite eternizada


Ares em movimento, pensamento alado


Calor que cessa, idéias esquecidas




Eu perdida dentro de mim,


mas situada ao frescor desse vento


Que nesse largo e infinito momento




Chora lágrimas de maciez tamanha


Altura sublime adquirida, inebriante


Desejada em quimeras a tal força estranha...






(o vento!)










11/01/2004, Itabuna-BA (achado num papel escrito a lápis)

sábado, 19 de janeiro de 2008

ai se sêsse



ESSA POESIA segundo Lira - Cordel do Fogo Encantado - é de um certo 'Zé da luz' que na época, no início do século passado, quando quis escrever sobre o Amor, ouviu que as poesias tinham que ter o mais alto nível linguístico.


Então 'Zé da luz' escreveu o seguinte:





Se um dia nois se gostasse


Se um dia nois se queresse


Se nois dois se empareasse


Se juntim nois dois vivesse


Se juntim nois dois morasse


Se juntim nois dois drumisse


Se juntim nos dois morresse


Se pro céu nois assubisse


Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse


a porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice


E se eu me arriminasse


E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse


E a minha faca puxasse


E o buraco do céu furasse


Da vês que nois dois ficasse


Da vês que nois dois caisse


e o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

** Dá um PLAY aqui embaixo pra ouvir :*










sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ai... esses ' jornalistas '

Me despindo de todo preconceito e sob à luz de minha sinceridade, eu estive pensando nessa tal profissão de jornalista - e olha que há um tempo meu irmão me disse que essa era a profissão que combina comigo, o que na minha opinião passa longe, mas enfim ...
O que realmente eles são?
Escrevem, narram, influenciam, opinam, fazem e acontecem... e o que me instiga é que somente eles falam e expressam sua opinião, e ainda como se esta fosse a mesma de toda um multidão. Até me assusta a forma como são incisivos e eloqüentes, e me preocupa bastante esta maquiagem de "porta-voz" do povo (porque - é pra frisar mesmo - é genuinamente falsa).
E a arrogância em contar os fatos tais como são ( tais como convém ser à eles, né ?) ? É o ponto de vista de cada um, isso sim.
Outro dia, um certo conhecido com vasta experiência nesse mundo jornalístico, disse algo com : "jornalistas são todos iguais e falam geralmente a mesma coisa...". Sem generalizações, claro, mas concordo com o fato de que eles são bastante redundantes e mesmo repetitivos sim, além de clichês (olha esta palavrinha) e até previsíveis.
Ah, tem outro detalhe meio ridículo que aquela citação de Raul define bem. Bom, eles estão sempre preocupados em ter sobre o que criticar e relutam em sustentar com muito orgulho a bandeira de que têm aquela "velha opinião formada sobre tudo..." rsrs...
Ai, esses tais "jornalistas"...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Inspiração

Às vezes ,


usamos tantas palavras , tantos versos, e as máscaras - feito véus de virgens em noite de núpcias - caem...


Jogam-se rosto à fora junto com todo o resto de palavras jamais experimentadas, nunca antes vividas,


são só versos,


que saem, que enfeitam e basta


para os tolos, os ingênuos, ouví-las...


Mas a minha palavra antes de ser dita, ou mesmo meus versos, antes de eu pensá-los eu tento tê-los vivido antes.

Acho mais justo assim.

São as " palavras de pórtico " do meu livro de Fernando Pessoa.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso."
Quero para mim o espírito [d]esta frase, tranformada a forma para casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida ; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade: ainda que para isso tenha de perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribiur para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.



Fernando Pessoa

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ser Clichê ?


Comum, vulgar, cultural, popular, idéias repetidas, idéias revividas, idéias comuns, redundante, lugar comum ...

É bom, é ruim, ás vezes eu quero, algumas vezes fujo desesperadamente.

Mas no fundo eu sou uma grande cascata de situações clichês.

Momento clichês: afinal para quê servem?

Para nos fazer sentir mais próximos das outras pessoas, quem sabe...

Às vezes é tão chato ser clichê...

E eu busco sempre ser fora do usual, só quando canso eu me vejo autenticamente comum, como um passo depois de outro passo, comum como olhar para os outros e tantas vezes nem enxergar,

clichê como seguir a diante.